"(...) -Como eu gosto de você?

Eu gosto de você do jeito que você se gosta".

O Mundo no Engenho... e o ENGENHO do Mundo

domingo, 5 de setembro de 2010

Confissões

Foto: Flor de Maio, 2010.

Não me encanta plantar pixels.
O meu verde não se nomeia em padrões alfa-numéricos:
Respira, transpira, aspira
Como tudo que é mortal.


Os meus bichos não têm as feições da pelúcia.
Sobrevivem por sorte
Ou, por astúcia -
Quando não são cifras.



Hei de colher mais do que frutas padronizadas.
De semear boas gargalhadas.
Abraçar... falar menos "Alo" -
Não mimetizar robôs.


Hei de pouco apertar botões
Ou, me deixar ser comandada por eles...
De não me negar as vezes de afundar os dedos na terra,
Para crescer sempre como a Hera: reencontrando raízes!


Não me espanta o contorno da crise -
Suas escapadas pelas telas mágicas -,
Mas, a reincidência com consciência
Que lhe imprime a marca... Perene solidão!

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