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Eu gosto de você do jeito que você se gosta".

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sábado, 2 de julho de 2011

Choros, Chorinhos e Chorões... Uma “baixaria” que vale ouro para a MPB. ( 1ª Parte)

 Fênix Cruz ( desenho: "Festa no Céu",

Os estudiosos desse gênero musical dos fins do século XIX o definem como sendo: “choro – baile, musicata. Concerto de flauta, violão e cavaquinho. Música improvisada (Pederneiras).E segundo as fontes, este foi mesmo o início...

Surgiu no seio da gente da classe baixa e média, nos quintais dos subúrbios do Rio de Janeiro (Mozart Mello). No início das décadas de 20, o Choro - popularmente chamado de Chorinho -, era apenas uma forma de tocar gêneros musicais europeus como o Maxixe, a Polca, a Mazurca, e o africano Lundu, improvisando-se sobre tais estilos. Foi a forma de interpretá-lo – carregada de sentimentos alegres , porém, chorosos -, que ironicamente lhe atribuiu o nome e, aos seus seguidores, o título de Chorões.

Joaquim Antonio Callado, flautista carioca, é considerado o primeiro a compor o tipo de música que marca o início das composições que hoje são consideradas Choro, conforme alguns autores.

Após 1880, os pequenos “conjuntos de Choro” passaram a acompanhar cantores em modinhas cada vez mais populares e deixaram de ser apenas instrumental como na fase anterior. A assimilação das influências estrangeiras deram origem ao gênero abrasileirado. Por volta de 1920, outro grande nome passou a ser conhecido, Alfredo da Rocha Vianna Filho, ou Pixinguinha. Ele ajudou na tarefa de reinterpretar na forma brasileira os estilos estrangeiros, inclusive, ao da nova música norte – americana que ganhava espaço no Brasil. Foi no seu grupo – o dos Oito Batutas -, que nas décadas de 40, Tute, um dos integrantes, criou o violão de sete cordas e as baixarias. Essas são frases de contraponto, geralmente em escala descendente, tiradas das cordas graves: daí a “baixaria”. Com o tempo, o Choro ganhou letra e passou a ser cantado sob o título de samba-choro. Novos instrumentos passaram a compor os conjuntos, tais como o bandolim, o acordeon, o pandeiro e outros, de percussão.

Sobre as regionais do Choro vale transcrever:

“A primeira transmissão radiofônica no Brasil ocorreu em 07 de setembro de 1922, durante as comemorações do Centenário da Independência. Em meio às festividades, discursos do Presidente da República Arthur Bernardes e a transmissão da opera "O Guarani", se apresentaram, recém chegados de Paris, Pixinguinha e os Oito Batutas. Essa presença pioneira marcou o início de uma parceria que, nos trinta anos seguintes, seria um elemento fundamental para o desenvolvimento da música popular no Brasil: os regionais e o rádio (Sérgio Prata).”

... A evolução do trio, como salienta o mesmo autor, resultou nos Conjuntos Regionais.Talvez, por causa das caracterizações folclóricas peculiares de cada um.

No início da radiofonia brasileira, os Conjuntos Regionais tiveram muita importância, pois possuíam os seus membros grande versatilidade no acompanhamento dos calouros e não precisavam de arranjos escritos.

No pôs guerra o Choro sofreu a concorrência comercial internacional feita pelas poderosas gravadoras norte-americanas, porém, mesmo sem todo o glamour anterior, permanece firme e forte até hoje, nos muitos Clubes do Choro distribuídos pelo Brasil...

Compositores e intérpretes:

Pixinguinha:

*compositor, maestro, arranjador, instrumentista;

*entre os instrumentos, tocava a flauta e, mais tarde, o saxofone;

*compôs valsas, sambas e outros gêneros musicais, além do já sabido Choro;

*tocou no conjunto “Oito Batutas”;

*faleceu aos 74 anos, em 1973.

Algumas músicas: Carinhoso; Mundo melhor; Rosa; Samba do Urubu; Lamentos;etc.

Jacob do Bandolim:

*autodidata com grande conhecimento musical; compositor e arranjador; pesquisador da Música Popular Brasileira e fotógrafo premiado – o ARQUIVO DO JACOB foi incorporado ao MIS/RJ, em 1974;

* bandolinista – gostava de tocar de forma “tremula” -, imitando a “guitarra” portuguesa;

* gravou 52 discos ( 78 rpm) e 12 Lps, além de participar de discos de outros músicos e Coletâneas;

* gravou como solista, em 1947, o seu primeiro disco; em 1949 foi contratado pela RCA Victor;

* a fim de depender menos das gravadoras prestou concurso para escrevente da Justiça do Rio de Janeiro e, dividia o seu tempo entre o Tribunal e a música;

*de 51 a 60 foi acompanhado pela Regional do Canhoto e por Orquestras;

* em 1055 foi contratado pela TV Record para participar do “Noite dos Choristas”, apresentado por Blota Jr;

* foi em 1966 que formou o conjunto Época de Ouro 
(composto por Dino 7 Cordas, César Faria e Carlos Leite (violões), Jonas Silva (cavaquinho) e Gilberto D’Ávila (pandeiro) – sendo que César e Carlinhos, também eram funcionários públicos;

* faleceu em 13 de agosto de 1969.

Algumas músicas: A ginga do Mané; Aguenta Seu Fulgêncio; Alvorada;Assanhado; Biruta; Treme – treme; Nosso Romance;etc.

2ª Parte: ( aguardar...)

Ernesto Nazareth; Luperce Miranda; Altamiro Carrilho; Benedito Lacerda; Chiquinha Gonzaga;Waldyr Azevedo; Heitor Villa-Lobos.

Visitem as Fontes e procurem as obras:

Baseado nos encartes: Vinil Choro - história da MPB - Abril Cultural,83;

Chorada, Chorões, Chorinhos, projeto da CIS,1976.

http://pt.shvoong.com/

http://www.samba-choro.com.br/s-c/pixinguinha.html

http://www.musicapopular.org/

http://www.jacobdobandolim.com.br/jacob/compedit.php?id=1

http://www.bandolim.net/bibliografia

http://www.musicapopular.org/altamiro-carrilho/

http://www.altamirocarrilho.com.br/boxpoesiadosopro.htm

http://www.biscoitofino.com.br/bf/art_cada.php?id=258

http://www.miniweb.com.br/Cidadania/Personalidades/nazareth.html

http://rodadechoro.blogspot.com/2006/02/aqui-vai-uma-pequena-biografia-de.html

http://www.secrel.com.br/elismar/artchoro/histchoro.htm

http://www.bhchoro.com.br/historiaetrajetoria.html

http://www.redetec.org.br/inventabrasil/violset.htm

http://www.samba-choro.com.br/fotos/porexposicao/exposicao?exposicao_id=1

Grata a todos os sites pelas valiosas informações. Fênix Cruz.


Samba ou Choro?

(Letra s/melodia)

( todos)

Quem prefere um sambinha

Tira o salto e põe Cartola

Traz o Paulinho com a viola

Feito a Clara vai dançar!

E que os Demônios

Carreguem a garoa!

E tragam a gula boa:

Muita massa pra inspirar!

1ª voz

Só sei que o Adoniram

É quem dá o tom da prosa,

Vou dar Breque...

Vou na Bossa! ( 3ª voz)

Vai é nada – vai bambear! ( 2ª voz - falada)

(Todos)

Quem prefere um Chorinho,

Monta um palco e duela notas!

Pixinga baixinho...

Nos graves das cordas...

Pixinga menino!

Xi! Cadê o Noel com a Rosa? (2ª voz - falada)

2 comentários:

César disse...

Oi
Mas entonces a señorita é uma desenhista?
Mas que bem bonito, escorpiãozinho...
Parabéns...


Abraços...

César disse...

Oi
Mas entonces a señorita é uma desenhista?
Mas que bem bonito, escorpiãozinho...
Parabéns...


Abraços...

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