"(...) -Como eu gosto de você?

Eu gosto de você do jeito que você se gosta".

O Mundo no Engenho... e o ENGENHO do Mundo

domingo, 28 de abril de 2013

A cela


A Cela - foto/edição Fênix ( Gimp)
letra (sem melodia)
Encerra a cela branca
A sangria que não estanca:
Petrifica  o seu olhar.
As horas que se desmancham
- feito as nuvens, sem destino -,
São o meu castigo:

Porque desconheço os anjos,
Qualquer mistério,
Todo sentido.
A razão não cede,
O ego não percebe
Que o dia está partindo.
 
O que separa nunca une.
Outro Sol se vai
Chega a lua - a névoa cai -,
Nossa linguagem nos confunde.
Na cela, a tela,
O que sela os nossos destinos?
Na cela, o que vela
Por nossos perigosos caminhos?


Porque desconheço os anjos,
Qualquer mistério,
Todo sentido.
A razão não cede,
O ego não percebe
Nosso céu está partindo:
Pedaços, pedaços de nós ruindo.













quarta-feira, 17 de abril de 2013

O que brilha na escuridão


Foto - edição / gimp, Fênix, 2013.
letra / FC - 2013

Aqui, onde a sua luz não me alcança
E desbotam os matizes e as lembranças,
Sigo, e não devo ser seguida.
Plano num céu de tempestades - 
De alma em alma -,
Polinizando um possível futuro:
Que seja sem mim,
Mas, de esperanças sem fim;
Que seja em seu nome,
Mesmo, que me abandone
Ou  faça calar.

As marcas que trago na pele
A febre que queima por dentro
As crenças que ainda alimento.

O que brilha na escuridão
Não são as estrelas...
São os sonhos daqueles
Que não puderam tê-las.

As marcas que trago na pele
A febre que queima por dentro
As crenças que ainda alimento...

Aqui, onde a sua luz não me alcança
Longe da sua verdade
E de suas heranças, 
Sigo, e não devo ser seguida:

O que brilha na escuridão
Não são as estrelas
São as lágrimas dos que se perderam
Sem vê-las.

Sem poder vê-las, 
Perdê-las.









 ( lindas, lindas, lindas...)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Nenhum de nós

 (FC -  letra, 2013)

As cordas, FC, 2010 ( edição: Gimp)

Lua negra
Noite chora
Todos os sonhos foram embora -
Embora, eu não saiba dizer,
Por quê?

Um sorriso, mais juízo.
Já não sei o que é preciso para nos confortar:
Nenhum de nós aprendeu a amar?

O mar que nos alimenta
É o mesmo que nos castiga em tormentas
E não há barcos ou salva-vidas,
Resta-nos curar, sós, as feridas,
Sem naufragar, sem naufragar...
Deixarmos de nos perder
Apenas, por querermos nos encontrar.

Lua negra
Noite chora
Todos os sonhos foram embora -
Embora, eu não saiba dizer,
Por quê?

Um sorriso, mais juízo.
Já não sei o que é preciso para nos confortar:
Nenhum de nós aprendeu a amar?



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