"(...) -Como eu gosto de você?

Eu gosto de você do jeito que você se gosta".

O Mundo no Engenho... e o ENGENHO do Mundo

segunda-feira, 25 de junho de 2012

" A cultura japonesa nos animes / mangás: introspecção e memória."

"Quem você é?" - Bleach, 2012...


Da Produção subjetiva


tantas verdades quanto pessoas

Amatsuki/ Shuten Douji* ( – episódio 1)


Tratar de qualquer assunto que envolva outras culturas muito diferentes da nossa é, em inúmeros aspectos, um desafio. É preciso em primeiro lugar, empatia(1). Não devemos incorrer no erro recorrente, inclusive, de julgar por meio de nossos próprios filtros pré-estabelecidos, apenas rotulando sob os estigmas do “bem” ou do “mal”, do “bom” ou do “ruim”. Pois que temos a tendência à idealização e à santificação daquele que é "nossa imagem e semelhança": o diferente é sempre o “bárbaro. Como estamos sujeitos à carga herdada, às vezes, é possível algum equívoco na interpretação. Buscamos minimizar o problema contextualizando no tempo e no espaço o tema da obra, distinguindo o mito e a história que compõem o trabalho no suporte / linguagem anime, reflexo tanto da criatividade quanto das memórias culturais do artista(2).

Nosso objetivo é demonstrar a possibilidade de um ensino multidisciplinar e a transversalidade presentes nos elementos apresentados, tal como também analisar a importância das representações, dos símbolos, dos signos dentro do ponto de vista evidenciado pelo mangaka, apenas nos utilizando do produzido(3) e ainda de sua influência em relação à vida dos jovens e de todos aqueles que possam vir a se interessar por esse tipo de arte. Filmes, livros, pinturas, músicas marcam e contêm em si a mesma força, já fazendo parte dos materiais didáticos dos educadores mais comprometidos com o desenvolvimento individual do educando. Algumas frases ou situações postas nos episódios em pauta têm a capacidade de nos fazer refletir e, talvez, transformar. Portanto, não é como alguns costumam sentenciar uma arte menor ou simples entretenimento (4). Sequer pode ser considerada “no geral” como pouco instrutiva, pois a complexidade dos temas que os animes escolhidos abordam demonstra certo grau de conhecimento (5) e, mesmo quando muito fantasioso, ainda consegue transmitir determinados valores e / ou outros elementos culturais que merecem ser observados e dissecados dentro das mais diversas variáveis por um educador. O anime é uma linguagem de fácil acesso e bem escolhido - como tudo deve ser muito bem avaliado antecipadamente -, abrange não só história como ciência e mito, como  geografia,  física,  psicologia,  filosofia,  biologia,  química, artes e o que mais outros olhos puderem encontrar e a razão usar para nortear o caminho do pensamento humano.

Todos os elementos que estruturam as muitas formas de cultura são gerados sob circunstâncias específicas que envolvem a lida do ser humano - por gerações -, com a natureza, com as mais íntimas angústias, com o desconhecido, com o medo. E os rituais por mais diferentes que possam ser possuem um elo comum, um sentido cronológico que conta as fases da vida até a morte e que não pode ser ignorado(6). Por outro lado, são justamente as especificidades que não nos permitem, com precisão, compreender o verdadeiro sentido do objeto estudado. Não vivenciamos, não convivemos, somos meros observadores à distância, restando-nos apenas as hipóteses daquilo que aparentemente, o artista tentou consciente ou não, transmitir. Desse modo, também é preciso deixar claro que as obras são reflexos de mundos particulares, de uma subjetividade moldada sob o peso do tempo, do espaço, das relações historico-sociais e (des)crenças pessoais. Para dificultar mais outro fator a ser ponderado é o da tradução a qual temos acesso. É notório que não é, em absoluto, nada fácil traduzir “ideias”(7). É necessário, no mínimo, que se tenha algum conhecimento acerca dos costumes e dos termos mais usados na língua. Muitos animes foram traduzidos por fãs colaboradores que, por mais boa vontade que tenham, devido ao descuido com a língua portuguesa deixam em dúvida se há algum cuidado quanto a tradução direta do japonês ou, indireta, do inglês / espanhol. Em suma, a fonte já sofreu alguma(s) intervenção(ões) que poderá(ão) modificar o sentido original do discurso, antes de chegar ao seu destino.

Finalmente, há também a questão mercadológica. Um padrão deve ser seguido, no caso, com a finalidade de resultados(8). Talvez, seja por isso que vemos alguns pontos comuns entre as várias produções: o universo retratado é o do jovem adolescente que frequenta a escola – local inicial de muitas das suas aventuras (9) e que por excelência na vida real surge como sendo um meio de grande importância na segunda socialização, principalmente, no que tange ao aprendizado informal, embora não se despreze o formal, visto como uma das novas armas de transformação(10). Instituições escolares e uniformes são representações fortes de grupos, ou seja, revelam a qual ou a quais pertencemos, sob quais normas e regras vivemos e interagimos (11). Nada é por acaso. Nada é totalmente despolitizado, mesmo que não se perceba conscientemente, tudo que produzimos está imerso no que foi vivenciado e emerge, na forma de alguma impressão / expressão / produção / arte.

Mas que arte é essa?
Para falar do anime é necessário que se fale acerca das origens do mangá. Segundo as fontes (12) elas são antigas e remontam um costume chinês levado ao Japão e por lá adaptado, até receber as influências estadunidenses de Disney e ganhar as características que tanto nos intrigam: olhos grandes e coloridos, cabelos cacheados, etc., diferentes das características orientais. Pode ser que mereça por parte do leitor a busca de outros materiais para melhor avaliação dessa influência sobre os traços na produção dos desenhos japoneses. Não dispomos dela no momento e opções foram tomadas a fim de limitar o estudo que começa: não se esgota.

Os animes qualificados para constar da análise:

1 – Amatsuki – Shinobu Takayama;
2 – Inuyasha - Rumiko Takahashi;
3 – Seven Ghost – Yuki Amemiya e Yukino Yshihara;
4 – Shounen Onmyoji – Mitsuru Yuki, ilustrado por Sakura Asagi;
5 – Kaze no Stigma - Takahiro Yamato, ilustrado por Hanamaro Hanto;
6 – Sousei no Aquarion, Aquarion Evol – anime série TV, escrito por Shoji kawamori;
7 – Bleach – Tite Kubo;
8 – Nurarihyon no Mago – Hiroshi shiibashi;
9– Hakuouki – dos jogos para TV – Osamu Yamasaki / A. Yamazaki, Mitsutoshi Ogura, Kazuhiro Hasegawa;
10 – Code Geass – Ichirõ Õkouchi;
11 – Fullmetal Alchemist – Hiromo Arakawa.

Os dois últimos serão tratados separadamente, em outras postagens, frente à complexidade e o valor encontrado no conteúdo pesquisado(“Code Geass: eugenia, ética e política” e “ Fullmetal Alchemist – o mítico na História das Ciências”).

Este foi um texto introdutório. Sugerimos com grande ênfase que as notas sejam lidas, pois em alguns casos, elas serão de extrema valia para a compreensão do que pretendemos esboçar.
Por fim, a bibliografia completa constará na última publicação.


* Shuten Doji – personagem mitológico japonês, “oni” = demônio http://www.man-pai.com/Notas/Shuten_Doji.htm.


Legendado em português - Amatsuki - Fontes: AniTube e AnimaZone.
"Todos os envolvidos desenvolvem a sua própria verdade"

Legendado em português - 07 Ghost (Frau) - Fontes: AnimaZone e AniTube .



 Parte II: Xintoísmo, taoismo, confucionismo, zen-budismo.

“ Nosso pensamento se baseia na ciência, mas o pensamento deles se baseia na superstição. Se acredita em deuses, ayakashi e monstros, então eles, de fato, existem. Não rejeito esse modo de pensar.”

Amatsuki / Kon ( – episódio 3)



Notas:


  1. " A palavra empatia origina-se do termo grego empáthea, que significa entrar no sentimento. Portanto, a primeira condição para sermos empáticos é sermos receptivos aos outros e simultaneamente à nossa totalidade interior. Isto significa estar disposto a conhecer tanto os outros como a si mesmo. A empatia nos ajuda a nos libertar dos nossos padrões rígidos e repetitivos."
  2. O difícil tema memória e história... aliás, as notas  da introdução têm a tarefa de conduzir o leitor por caminhos muito tortuosos e quase nunca discutidos em sala de aula, exatamente por sua complexidade. Todavia, são temas que não devem ser negligenciados porque trabalham com o exercício da reflexão. O verdadeiro ensino é aquele que oferta as possibilidades. Será a partir delas que o pensamento tomará rumos e o conhecimento poderá transformar e se transformar. Então, vamos às farpas. História não é memória, embora ambas tenham como foco o passado e a primeira possa se utilizar da segunda pautada em critérios previamente (re)planejados, a fim de reunir dados e informações dos testemunhos na elaboração de seus estudos. Se a história se faz fundamentada numa metodologia que permite ou, pelo menos deveria permitir - pois sabemos que também é seletiva -, uma produção imparcial, a memória é um processo vivo, vivido física e afetivamente pelas pessoas e pelos grupos aos quais compartilham suas experiências, emoções, sejam quais forem. Elas estão, portanto, não só nas lembranças imateriais, como também materializadas nos objetos, nas fotos, nos registros escritos,  e em outros fragmentos que juntos podem ajudar na reconstrução aproximada da história sistematizada, mas nunca concluída ("Absoluta" e falsamente "Neutra"), pois é Ciência, mesmo que inexata. Se a memória, seja individual (Berguisson) ou coletiva (Halbwachs) evolui, se mistura, é seletiva conscientemente ou não, se apresenta distorção frente à interpretação, influência daquele ou de outro grupo, etc., tudo é uma forma de preservar o passado, as identidades, as tradições (por que não se auto-preservar?). E também, de evitar que fatos ruins voltem a ocorrer, como no caso dos relatos dos sobreviventes do holocausto e os das bombas de Hiroshima e Nagasaki. Portanto, a memória tem o aval do discurso permeado pela emoção, pela experiência, pela vivência direta ou indireta, pelas representações psíquicas e intelectuais construídas num dado contexto em constante transformação. A história não tem a mesma liberdade. Deve-se valer da coleta, da análise, da exposição por meio do discurso científico - voltado para uma representação mais ampla, mais complexa, respeitosamente, menos pessoal. Empática.  Os relatos são importantes na busca das origens, das práticas, dos costumes, enfim, dos múltiplos elementos recorrentes que tendem a se confluir e ambientar o espaço/tempo estudado. O relato de uma pessoa ou o de um grupo não representa toda uma sociedade. Sequer a história poderia abarcar todo esse dinamismo e complexidade. Alguns links pra uma melhor reflexão: http://pt.scribd.com/doc/8754345/HISTORIA-E-MEMORIA-Jacques-Le-Goff; http://www.educared.org/educa/index.cfm?pg=oassuntoe.interna&id_tema=18&id_subtema=1; www.fja.edu.br/proj_acad/praxis/praxis_02/.../ensaio_2.pdf
  3. É interessante a matéria da revista Desenhe Mangá e Anime ( nº 3, p 04 /05, da Planeta de Agostine), onde afirma que a mangaka Moto Hagio diz que a mãe continua a dizer para as pessoas que ela é professora de arte. Parece ser um caminho árduo o de ser aceito - não só no seio da família -, o deste profissional. Primeiro, sem fama ainda, é um trabalho solitário. Depois com ela pode ficar cada vez mais estressante. No caso dos mangás, as revistas semanais exigem de 20 a 25 páginas e as mensais, de 30 a 50. Como dissemos é uma arte e também um comércio. Muitas outras atividades estão ligadas a ele. Quando os prazos vencem as tensões aumentam para a equipe e, talvez por isso, no caso de alguns animes, os trabalhos que começam tão bons acabam finalizando meio sem sentido. Contudo, isso não lhes tira o mérito e, se proposital ou não, aumenta a expectativa do público pela continuação. Amatsuki, Bleach, 07 Ghost, Code Geass são alguns que podemos encontrar numa busca simples, onde fãs perguntam se haverá ou não outras temporadas, após anunciado o "final".
  1. Exige mais do que uma boa habilidade no desenho e nas técnicas gerais da imagem: exige bastantes conhecimentos que alimentem a criatividade no tempo e no espaço dos sonhos. É essa capacidade do artista que irá manter a fidelidade do público à obra, seja ela o mangá ou o anime, lembrando que este é fruto de uma transposição de linguagem – o que realmente é difícil e trabalhoso de ser feito por necessitar de adaptações que nem sempre são bem aceitas num ou noutro meio (Desenhe Mangá e Anime, nº 1, p 03, da Planeta de Agostine). 
  2. Hakuouki; Code Geass; Fullmetal Alchemist.
  3. Os símbolos são essenciais para o entendimento da identidade cultural dos povos. O conceito do simbolismo surgiu em todas as culturas humanas, estruturas sociais, sistemas religiosos, sendo que a sua força há muito é reconhecida pelos homens mais sábios: “ Os signos e os símbolos governam o mundo, não as palavras e as leis” , dizia Confúcio. O símbolo agrega para criar algo maior e cada vez mais complexo, muito além da ideia simplista de soma das partes. Enquanto o signo é uma representação mais literal, os símbolos provocam percepções, crenças, respostas emocionais diversas. Eles podem referir-se a informações pré-conscientes, por exemplo, os vestígios de uma cabana remontam à ideia de que ali já foi a morada de alguém e assim por diante. O poder dos símbolos pode ser explorado para o bem-estar coletivo/social ou individual ou para fins manipuladores políticos, religiosos ou outros, nobres ou não (As informações foram extraídas e adaptadas da obra: O grande livro dos signos e símbolos, de Mark O'connell e Raje Airey, publicado pela Editora Escala. Uma boa obra, resumida, mas bem feita e coerente, pelo menos em relação às informações que utilizamos. É possível adquiri-la nas grandes bancas). Sobre o Inconsciente coletivo - A noção de arquétipo e seu correlato, o conceito de inconsciente coletivo são teorias de C.G. Jung ( Psicologia Médica). Uma camada mais superficial do inconsciente é dita como pessoal. Esse inconsciente pessoal repousa sobre uma camada mais profunda, denominada de inconsciente coletivo. Isto é, possui conteúdos e modos de comportamento idênticos em todos os seres humanos, constituindo o substrato psíquico comum e de natureza supra pessoal. Os conteúdos do inconsciente coletivo são chamados de arquétipos e são tipos primordiais de conteúdos – imagens universais -, que existiram desde os tempos mais remotos : “ O conceito de 'archetypus' só se aplica indiretamente às represéntations collectives, na medida em que designar apenas aqueles conteúdos psíquicos que ainda foram submetidos a qualquer elaboração consciente” ( Pesquisado em “ Os arquétipos e o inconsciente coletivo” - Carl Gustav Jung, Ed. Vozes, páginas 15, 16 e 17, link: http://pt.scribd.com/doc/66427161/9-1-Os-Arquetipos-e-o-Inconsciente-Coletivo-Carl-Gustav-Jung-Ed-Vozes)
  4. Duas considerações. A primeira: "É fato existir no indivíduo uma singularidade irredutível às coordenadas sociais, mas a existência, o ser dessa singularidade, é exatamente sua construção genérica, uma vez que o homem apenas se individualiza por meio do processo histórico-social, posto que o indivíduo é um ser social singular única e exclusivamente na medida em que é um ser social genérico" - leiam : A NATUREZA HISTÓRICO-SOCIAL DA PERSONALIDADE
    LÍGIA MÁRCIA MARTINS -
    www.scielo.br/pdf/ccedes/v24n62/20093.pdf
    A segunda é que a língua oral no japão já tinha aproximadamente dois mil anos quando recebeu da China as primeiras influências da língua escrita: os ideogramas chamados Kanji. Com o passar dos séculos os japoneses foram assimilando essa escrita, inicialmente, só para representar os sons e não os significados, contudo, foram conservados os significados adaptados à realidade do povo japonês. E a partir dessa antiga forma surgiram no século IX, o hiragama (alfabeto que representa um ideograma inteiro usado por aristocratas) e o katakana( que representa parte do ideograma e foi elaborado pelos monges budistas). Hoje são usados os dois tipos de escrita e os ideogramas Kanji (Leiam a respeito em “Japonês para o dia a dia”, Martins Editora e livraria; e também no link http://www.nj.com.br/kanji/, http://www.nippo.com.br/2.semanal.aula/index.shtml,http://meukanji.linguajaponesa.com.br/dicionario-japones-kanji.php, ttp://pt.scribd.com/doc/272547/Kanji). É interessante também que se leia a respeito do romaji : http://tradutor.babylon.com/portugues/Romaji/#.
  5. A quais grupos, faixas etárias, etc., se destinam os animes e como eles podem responder aos apelos dos produtos? Por quanto tempo? Quem reinará e como reinará no mercado logo após a queda do reinado anterior? Quem não quer ser amado e ganhar dinheiro? Não há nada de anormal nisso: todos que têm uma carreira querem que ela deslanche com sucesso e compensação financeira. Em alguns casos, é necessário que se fale a língua do mercado para sobreviver e, pode ou não dar certo. Quando o artista atropela o que faz com a finalidade de se manter, simplesmente, decai em qualidade. O público não é "pouco inteligente"... é de imediato que sente. O melhor remédio seria preferir manter a integridade de um trabalho à exigência de clausulas contratuais, entretanto, só quem vive que sabe o que vive e o que para nós é fantasia, para quem faz é uma realidade perigosa: tanto quanto os dramas e tramas que cria...
  6. É nela que se atam os laços de amizade ou desatam em extrema inimizade. Onde surgem os amores, as decepções, as dúvidas a respeito de si e do outro, onde se tomam grande parte das decisões e fazem escolhas “solitárias” para a vida futura. Nela se afirmam e questionam valores. Ainda, onde se passa boa parte da fase mais conturbada – a adolescência. A escola integra o cotidiano do jovem e esse poder institucional está presente, do micro ao macro, criando os vínculos com a coletividade. Ela é o espelho da sociedade: reflete o que pode ser o progresso estruturado no seu material humano ou, as mazelas que dele não tem a capacidade de sanar pelos mais diversos motivos.
  7. Alguns personagens como Kurama (Yo Yo Hakusho), Ishida (Bleach), Edward Elric (Fullmetal), Kon shinonome / Toki (Amatsuki) usam os conhecimentos e a racionalidade para sair de situações em que suas habilidades “especiais” estão de alguma forma prejudicadas ou, não existem. Isso, por si, já é um símbolo: assim, se não temos poderes “mágicos” temos como aliadas as Ciências e os conhecimentos na resolução de problemas difíceis. A pergunta que fica é se  teremos a destreza de ser capaz de usar o raciocínio diante de situação nova e impactante? Nossos alunos terão? 
  8. Para d'Adesky devemos a Hegel um conceito fundamental: "sua compreensão do homem baseada no desejo de reconhecimento". Conforme explicita, o homem sendo diferente dos outros animais possui o desejo não somente dos objetos reais como também dos não-materiais, exatamente por serem cobiçados por Outros. Isto é, deseja o desejo deles ou o desejo de ser reconhecido por eles, pois o Seu valor está intimamente ligado ao valor que os Outros lhe atribuem (d'Adesky. Jacques. Racismos e anti-racismos no Brasil. Rio de Janeiro: Pallas, 2001, p 22).  Acerca da identidade de grupo, o compartilhamento de crenças, interesses e atividades entre grupos organizados para dados fins, seja em nível local, regional, nacional ou internacional  possuem símbolos próprios que os identificam por características implícitas e que podem estar sob a forma de bandeiras, logotipos, vestimentas, rituais de comportamento, etc., enfim, aquilo que melhor possa dar visibilidade e reconhecimento ao grupo ( adaptado de O grande livro dos signos e símbolos, de Mark o'connell e Raje Airey, publicado pela Editora Escala). No caso das sociedades secretas - visibilidade e reconhecimento restritos aos seus membros - com códigos indecifráveis aos não participantes.
  9. Cientes de que não será necessário reescrever o que já foi reescrito muitas vezes, indicamos o que nos pareceu o melhor link para maiores informações: http://www.pandora.art.br/blog/2012/05/a-origem-do-manga/.Segundo revista especializada, a palavra Mangá foi criada pelo pintor Katshushika Hokusai  (1760-1849) unindo dois caracteres da escrita chinesa e japonesa, sendo eles man = “divertido”, “insignificante” e ga = “imagem”. O mangaka Rakuten Kitazawa (1876-1955) aplicou o termo aos quadrinhos. Antes do uso deste, outros como giga, odoke, ponchi-e se referiam às caricaturas ou desenhos de caráter cômico (Desenhe Mangá e Anime, nº 1, p 03, da Planeta de Agostine).



http://www.mixpod.com/playlist/89027931

2 comentários:

★MaRiBeL★ disse...

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Feliz Domingo!
★MaRiBeL★

Fênix Cruz disse...

Que lindo Maribel!!! Agradeço muito o seu carinho. Para você muita paz, muita luz e amor - porque além de inteligente é um ser sensível, que só merece respostas boas do mundo! Beijos!

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