"(...) -Como eu gosto de você?

Eu gosto de você do jeito que você se gosta".

O Mundo no Engenho... e o ENGENHO do Mundo

sábado, 2 de abril de 2011

Sedimentos






















 Qualquer Ilusão... Fênix - 2011.


Eu não fico horas diante do espelho.
Não consigo me diluir junto à mobília -
Invisível -,
Ser acessório ou, simplesmente, a milha
Que alguém já percorreu.

Nunca fui obra de Arte.
Sequer sou  kitsch que se descarte:
Meu espírito não é Seu,
Não tombou de joelhos
Como no desespero de quem Se esqueceu.

E se adorno como "artifício",
Só se for por meu  vício,
Não por enxerto a serviço
Do orgulho de outrem -
Ávido por eterna refém...


( ...inconstantes caprichos! )

E, mesmo pó,
Hei de seguir sem dó de mim mesma.
Cumprir a promessa de adeus:
Tornar sentimentos em sedimentos - rocha -,
Esculpir-me no reencontro  seguro do EU.

*********************************************


4 comentários:

Silviah Carvalho disse...

Que lindo! um dominio perfeito do assunto, maestria em poetar.
Bom domingo.

Arnoldo Pimentel disse...

Belos e intensos seu versos, beijos.

E.A. disse...

Fênix,
Um poema belíssimo sobre a obstinação do eu, a vontade férrea,a procura, a afirmação...

FÊNIX CRUZ disse...

Que bom que veio, silviah!

Arnoldo, agradeço o seu carinho...

E.A., adorei que tenha vindo me visitar. Os comentários me ajudam a refletir e portanto, lembrar que sou humana ainda...


A mulher (ou o homem) Não é o Outro -, amar é ter consciência de si e amores vampiros são destruidores da auto-estima. Vejo amigos e amigas abrindo mão do que são para agradar alguém ou, gente deixando de ser feliz porque os seus amores não seriam aprovados "socialmente" ( ou porque a mulher é mais "velha", ou porque a pessoa é "homossexual" e precisa assumir sem ter coragem de fazê-lo, etc )...
Observo mulheres buscando perseguir uma estética pré-fabricada com a intensão de conquistar, como o objeto conquista o seu comprador. Às vezes, olho e parece que saem de uma linha de montagem, em série, todas iguais. Não condeno, mas tenho o direito de não ser assim e de não me exigirem que seja. Recuso-me a ser outro "acessório", descartável a medida que envelhece, adoece e se fragiliza...

BEijos!

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