"(...) -Como eu gosto de você?

Eu gosto de você do jeito que você se gosta".

O Mundo no Engenho... e o ENGENHO do Mundo

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Uma carona no tema VAIDADE...

 Foto: Fênix - "amigos", 2009.


Visitando o blogue de um amigo gostei muito das suas observações a respeito da vaidade. Ele abordou dentro do ponto de vista pessoal o caso da UNIBAN,  que a princípio, parecia um ato de discriminação dos colegas contra, a agora famosa, aluna. A princípio, porque não sabemos dos antecedentes da questão... Depois, mesmo que tenha perdido algum "direito" pelo meio do caminho, a moça o ganhou, mais tarde, e soube bem se aproveitar da história - como muitas já fizeram -, para ter os seus 15 minutos  e, quem sabe, emplacar no mundo das "Celebridades" da TV ( já que hoje qualquer um é celebridade...). Sorte dela: uma desempregada a menos.

O saldo final é que ela e o o grupo de agressores  não perderam nada...

Ora, então, quem perdeu?

Os não agressores perderam por terem sido incluídos no balaio de gato.  As pessoas passaram a denegrir a imagem da Universidade que, errou, por meio da figura do reitor, mas não foi lá dentro que os agressores ( isto é, alguns alunos) aprenderam a lidar com os OUTROS - pois isto é uma tarefa que vem de berço e só depois passa para as salas de aula ( e salas - no plural -, o que significa dizer ensino infantil, fundamental, médio...). É simplista demais jogar a culpa na Universidade! Além disso, quantas vezes nós já presenciamos cenas de discriminação e preconceito dentro das nossas Universidades? Mais veladas, discretas, mas presentes. O problema está na formação humana (nas tais  VAIDADES ) e, depois de "velho",  diploma de  pós - doutorado não endireita o que já cresceu torto!

Assim, não consigo ver perfeição em parte alguma... Contudo, e diante das tantas piadinhas que estão sendo feitas em relação ao caso, fica a pergunta:

Por que a mulher muçulmana como parâmetro de comparação? 


Ela não estará sendo discriminada em seus direitos? 


Onde está o respeito dos brasileiros para com essa comunidade? 

Em que sentido somos ( como brasileiros e de costumes diferentes ) melhores dos que os colegas agressores quando comparamos e violamos o costume delas e de seu povo?


Em que essas pessoas que criam piadinhas são melhores do que o  reitor, que resolveu impensadamente, expulsar a garota? Ou que os colegas que a puseram para "correr" ( ironicamente, para o sucesso que eles não tiveram...)? 


A pior parte, creio, é mexer com os inocentes  e violar com sarcasmo suas crenças e costumes. Quem quer mostrar que mostre. Quem não quer olhar que feche os olhos...

...Mas quem não quer: porque tem que ser ridicularizado???


De tudo, o que realmente me incomodou não foram as pernas da moça expostas nos programas de humor ( com propostas bem aceitas e sem  constrangimentos...), nem a inabilidade do reitor:

foi o "sujo falando do mau lavado"...

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