"(...) -Como eu gosto de você?

Eu gosto de você do jeito que você se gosta".

O Mundo no Engenho... e o ENGENHO do Mundo

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Mensagem de esperança...

Captura de tela - telas do Gimp. Ao fundo, Colégio Marista Arquidiocesano - SP. -,
Natal - 2011/2012.

Desejamos a todos os nossos amigos e visitantes muita PROTEÇÃO DIVINA, SABEDORIA E FORÇA para agir bem nas horas certas. Que este novo ano traga a renovação positiva que estamos esperando há muito: a grande transformação interior.
O Deus que habita em mim felicita o Deus que habita cada um de vocês. Cristo como símbolo e exemplo mostrará o caminho, basta querer ver.

Feliz Natal e um ótimo 2013...

 (...aproveitem - o mundo não acabou!!! Hohohohohoooo...)



terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Um Papai Noel banhado de sangue: a cultura da perversidade.


 Imagem retirada do blogue:
 http://ronaldo-magella.blogspot.com.br/2012/06/o-capitalismo-transformou-o-amor-em.html

Os veículos de comunicação assinalam os rumos do século XXI: as guerras continuam em todos os sentidos. Micros e macros, veladas ou reveladas, tragédias que flagelam corpos e almas  sem o menor pudor. Nós que somos tão orgulhosos de nossa civilização moderna, tecnológica e lógica, que matamos apertando gatilhos e botões - como se num vídeo game -, ainda não aprendemos a brincar de viver e deixar viver. Essa é a Era do discurso evasivo. Da simulação. Era de plástico: oca. Onde nasce uma cultura de gente oca que só pensa em se encontrar fora de si, afogando-se no álcool, debruçando-se sobre as drogas, culpando os Outros pela própria incapacidade de enfrentar as adversidades que vão surgindo para TODOS os que vivem. Se é pobre é porque é pobre, se é rico é porque é rico, se é jovem é porque é jovem, se é velho é porque é velho e assim vai, essa ladainha interminável de adjetivos inúteis, justificando grosserias, violências, abusos e, como dizem, é uma verdadeira esquizofrenia social. Muitos, se se espelham, apenas copiam: imitam na aparência, clonam trejeitos, vomitam modismos. Pergunte-lhes "Quem é você?" e, além do nome, nada mais de útil ouvirá. Nada que não reporte a um egoísmo profundo, um vampirismo digno de surpreender Drácula. Uma casca. O mundo como uma grande teta que deve ser eterna estará lá, na mente insana, daquele que NÃO PODE ouvir um NÃO. Daquele que não aprendeu o que são limites. Daquele que encontra costas quentes em qualquer situação. Forma-se uma cultura pautada na perversão, na inversão de valores, na regressão das conquistas humanas pois, o cidadão que age com respeito e cumpre com suas obrigações, torna-se a vítima. Se morrer, sua família terá que arcar com a dor de uma ausência sem fim, com o trauma de não poder ter evitado a situação, com o medo do amanhã. Se ficar inválida, além de tudo e nos dois casos,  arca com os custos. O que dependendo da posição que a pessoa ocupava pode significar o adiamento ou mesmo o fim de muitos projetos de vida. Isto reflete, inclusive, no desenvolvimento do país, todavia, parece-me que do ponto de vista do Estado, o fim das palmadas é a solução. Acerca disto, recordo-me das histórias de minha mãe, de muitos conhecidos e das minhas: sempre com boas palmadas na hora certa. Aviso número um, aviso número dois, palmada na bunda número três. Ninguém criou ódio por causa disto. Estranho, não? Será que é porque além delas nos momentos de nossa impulsividade ilimitada, tínhamos  diálogo e muito contato com os nossos pais? Compartilhávamos com alegria a vida com eles? O carinho e as expectativas superavam depois o impacto daquelas palmadas? Na verdade, será que o que doía era a necessidade de continuar sendo importante para eles? Era a diferença entre o abraço orgulhoso e a indiferença? Não só abraços, não só indiferenças... a medida das coisas? Desconheço o que era (e quem sou eu!), mas seria muito bom se além dessa violência das palmadas dadas dentro de casa, a gente pudesse deixar de ver aquela violência das crianças jogadas pelas ruas, cheirando cola, furtando, se matando e matando. Crescendo prontas para desferir em qualquer um o golpe que receberam por não terem as mesmas chances que outras. E essa violência também pode ser contida pelos nossos governos. Creches, boas escolas, atividades gratuitas recreativas para TODOS, apoio integral às crianças que foram abandonadas ou que sofrem maus tratos comprovadamente. 
Fala-se muito em Paz e Amor. E, fala-se MUITO mais em TER para SER. Rito este perseguido por pais e filhos. Vencedor é o que tem. Perdedor e fracassado é o que não tem. Vencedor é quem está na moda e, claro, quem não está é dinossauro. Outra vez, classificações desnecessárias. Enquanto estimula-se os padrões ilimitados do capitalismo que vivemos tudo vale. TER é SER que é PODER. Não temos mais um só Deus: temos muitos espalhados cá e lá, de arma em punho ou não, julgando vida e morte. De novo o EGO submetendo tudo. 
Estudamos tanto para transformar a sociedade e no fim, ajudamos a afundá-la. A vitimização permite com que aquele que pratica o mal, tenha justificativas para fazê-lo. Coisas do tipo:  Matei por que reagiu;  roubei porque queria comprar roupas para o Natal; Melhor pedir do que roubar ( já avisando  o próximo passo...) e outras aberrações vão pontuando o show de horrores que se tornou a nossa sociedade. A doença social do TER é SER se expressa também e, ainda não sei dizer se em sua forma cômica ou trágica, em frases surpreendentes como "dá um dinheiro pra mim por crédito no celular, tia"; ainda outras como "bati porque 'fulana' era a mais bonita ( mais bem tratada? Vestia-se melhor dentro do ponto de vista da agressora?"); etc; fora os que torturam por vontade pura de fazer o Outro sofrer e se humilhar: sem o menor "motivo" aparente.
Agora é chegada a hora da grande pergunta: Você roubaria para passar bem o Natal? O que representa Cristo como símbolo e exemplo em sua vida?
Lembrem-se que este não é um caso isolado. Quantos acabam matando para passar bem o Natal? Este Papai Noel banhado de sangue é o maior e o pior exemplo do que se transformou a nossa sociedade.  A Ética está perdida. Até os seus grandes símbolos estão esvaziados e não passam de um ato compulsivo de consumir, que seja a IMAGEM (a festa, as roupas, os presentes... e Cristo, onde está?) Pedir Paz e Amor já não basta. Temos gerações desorientadas que estão desorientando os filhos. O problema se combate na raiz e se chama estrutura: amor, limites, educação, atividades que desenvolvam o SER Humano PLENO, sua inteligência, sua vontade de SER por INTEIRO e não se contentar com menos da metade, isto é, uma vida eternamente insatisfeita por QUERER o que está fora  sem saber como fazer brilhar o que está por dentro. 
Sinto, imensamente, por gastarmos mais para punir do que para proteger a infância. Pagaria os meus impostos muito mais contente se soubesse que os órfãos, os abandonados, os que fugiram dos maus tratos tivessem um lugar limpo, quente e seguro para ficar. Todos - não apenas uns poucos. Nenhuma criança gosta da fome, do frio, da ignorância. Certamente, se fosse possível essa não seria a sua escolha: a liberdade das ruas não é a liberdade do homem/cidadão. É a da ausência de direitos humanos básicos e a condição que se apresenta a ela. A outra, tão distante está, como presente de Papai Noel. 


Você roubaria para passar bem o Natal?

Esquizofrenia Social ( Elza Pádua)

Mais uma entre tantos...

    O sangue de Cristo, 2012.
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