"(...) -Como eu gosto de você?

Eu gosto de você do jeito que você se gosta".

O Mundo no Engenho... e o ENGENHO do Mundo

domingo, 31 de julho de 2011

FRACTAIS.




Fênix, 2011 - Fractais.

 
 
"O Que me guarda e protege é quem rege todo amanhecer."
Saraph
 

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Acróstico do Medo (A voz da Mata)

Sangue clorofila, Fênix , 2011.

Adeus.

Maria, José... aos outros que se foram e quem mais vier
A falar em meu nome – saciar outra fome -,
Trabalhar junto a mim sem os mesmos velhos fins...
Atingir o equilíbrio sem querer  mortes 
:

Seiva NOSSA que escorre...
Alcança o coração da terra.
Na dor, que não cessa,
Gente teme e se cala
Urge o socorro frente à batalha -
Embates tão desiguais!

Corte, queima, carvão.
Lugar de todos que se opõem é no CHÃO
Onde se integram a fundo...
Reduto do esquecimento!
Os sonhos tornam-se o tormento.
Ficam os fortes
Incapazes de desistir:
Livres para tombar, como NÓS,
À fúria da próxima empreitada.




Sangue clorofila II, Fênix , 2011.

http://www.mixpod.com/playlist/84199439 

http://noticias.uol.com.br/album/110602madeireiras_album.jhtm 

http://www2.uol.com.br/historiaviva/reportagens/amazonia_de_galvez_a_chico_mendes.html 

http://www.folhavitoria.com.br/policia/noticia/2011/07/mais-de-90-dos-assassinatos-na-amazonia-ficam-sem-punicao.html 

http://educacao.uol.com.br/biografias/chico-mendes.jhtm

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI2012188-EI306,00-Entenda+o+caso+Dorothy+Stang.html

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Como no Princípio.

 Girassol, Fênix, 2011
Passei por aqui
A fim de colher a alma das flores
Nestes campos selvagens...
Tornar-me cor e seiva
Compondo a mesma paisagem,
Flanar. 

Melodia silenciosa
Embala o catavento.
Tento alcançar a Sua nota - 
Assim, canto, invento -,
Crio uma orquestra de luz
E clareio o que é sombra em meu peito...

 Um verso. Fênix, 2011.
Passei por aqui para fluir
Feito as águas que buscam os rios:
Encarar os meus desafios
- O Princípio e o Verbo.
Retornar como o filho
Ao que sempre foi certo.

 E canto a melodia silenciosa
Que, também, embala o catavento.
Se alcanço a Sua nota
Não devo ficar desatento:
O Amor em tantas formas
É a Natureza que trago por dentro.

Orquídeas, Fênix, 2011.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

É quase insuportável...

 "Outros gritos" - Fênix - 2011.
" Recuso-me a empunhar bandeiras.
Elas pesam - forçam a fechar os braços;
Cegam quanto a outros espaços
E obrigam a pensar de uma só maneira.
Eu não carrego bandeiras."

A Pena Mágica e o Portal das Fantasias - A Rosa de Ouro.


De olhos bem abertos.

Estamos a meditar. Estes dias nos surpreendemos com algumas coisas que estão ocorrendo em nosso país - tão absurdas que envergonham (e logo alguém ressuscitará "Brasil, ame-o ou deixe-o", como foi de costume, para aterrorizar). Nossa dúvida é  a respeito do pagamento de fiança para responder crimes em liberdade. Cá entre nós, junto aos nossos humildes botões: é ético o pagamento  pelo fim de uma vida? Alguém é agredido ou assassinado, outrem paga pela liberdade e Voilà, rua? Pior, se o cidadão tem muito dinheiro, paga. Se não tem fica...
Como explicar para as crianças que a morte de um ente querido tem preço em reais e depende da classe social a que pertence? Que a família dessa pessoa agredida ou morta ficará completamente abandonada, com o ônus financeiro e emocional? Que os direitos constitucionais estão sendo violados constantemente, nos tornando prisioneiros dentro da própria casa - já não mais tão segura? Dúvida massacrante. Num país onde só se fala em "nova classe média" que consome, consome, consome desenfreada sem perceber que é consumida pelas balas - que não são de festa e nem de festim... tantas Comissões... tantas cabeças... e só as do povo verdadeiramente rolam. A impunidade empacotada dentro de esmerados discursos tira a humanidade do agredido. Inverte-se tudo.  Dúvida massacrante: é lei. É ético? Bem, há quem diga que tudo "evolui" - claro -, mas, a quem interessa essa "evolução"? 
É quase insuportável...


http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/motorista+de+porsche+paga+fianca+de+r+300+mil+e+nao+sera+preso/n1597077340733.html

http://tribunadonorte.com.br/noticia/motorista-paga-fianca-e-responde-em-liberdade/183320

http://ibahia.com/a/falabahia/?p=13500

http://www.araraquara.com/noticias/policia/2011/07/11/motorista-e-detido-com-arma-paga-fianca-e-vai-embora.html


http://www.jt.com.br/editorias/2007/02/09/ger-1.94.4.20070209.19.1.xml

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/07/numero-de-mortos-em-acidente-em-sp-chega-tres-dizem-bombeiros.html 

 http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/mundo/brasil/noticia/2011/04/11/acusado-confessa-ter-matado-irmas-em-cunha-1461.php

 "Outros gritos" - Fênix - 2011.


http://fenixcruzengenholiterarte.blogspot.com/2010/04/quando-poesia-esta-longe-do-coracao.html

http://fenixcruzengenholiterarte.blogspot.com/2010/03/memorial-de-estrelas.html

http://fenixcruzengenholiterarte.blogspot.com/2010/06/ate-quando.html

terça-feira, 12 de julho de 2011

Reforma Urbana: estratégias espaciais como medida de homogeneização e controle - França, séc. XIX ( 2ª Parte)

Quando a revolta encontra o espaço.  1968, Paris.
Fonte: "Povos e Países", Abril Cultura, volume 1,  p.224

 ...contudo, a Cidade Luz continuou Luz, talvez, mais LUZ do que nunca...

A reestruturação interna da velha Paris teve várias finalidades. Sendo o espaço uma instância da sociedade, contendo e sendo contido pelas demais instâncias - econômica, cultural / ideológica e política -, sua essência é social e o que lhe dá vida aos objetos, isto é, o seu princípio ativo, são os processos sociais (1). A cidade, simbolicamente tomada como "escrita", pode ser compreendida quando constatamos que cada lugar muda de significação à medida que o movimento social, num dado momento, lhe atribui frações do todo social (2).
Para MUNFORD e SENNETT a segregação espacial se originou neste período. De acordo com o primeiro, a demolição da muralha foi "prática" e "simbólica": a expansão do que chamou de cidade comercial dissolveu o urbano. Na cidade comercial, o Estado passou a ser requisitado quando os interesses particulares e -  não mais os coletivos - , exigiram que este subsidiasse as obras ou doasse terras para construção de ferrovias, nos projetos expansionistas. A terra como produto no mercado de compra-venda aumentou a horizontalização / verticalização das habitações. A proliferação dos cortiços foi lucrativa e a criação dos transportes obedeceu as mesmas regras especulativas do mercado de terras. Muitas vezes, um jogo combinado em que o proprietário do cortiço era também o empreendedor nos serviços de transporte (3). Desde o princípio do século XIX, ressaltou Munfort, o Laissez-faire, em termos municipais, significou a liberdade de tais práticas em detrimento do humano(4).
A segregação espacial tornou-se assim, visível. Bairros elegantes passaram a ser edificados contrapondo-se aos pobres. Simultaneamente foram criados ou rearticulados os conteúdos originais que justificariam a ordem social emergente das ruínas do feudalismo, ditada não mais pelo poder do sangue, mais pelo poder econômico. SENNETT chamou de ecologia de quartiers (5), a esta separação, frisando: "(...) era a nova muralha que Haussmann erigira entre os cidadãos urbanos, assim como em torno da própria cidade". E continuou - "a muralha não era mais uma estrutura física"(6).
Após a intervenção da Reforma, salientou ORTIZ, o ambiente multifacetado parisiense perdeu sua característica de "imprevisto"(7), havendo um esforço entre os investidores de fazer da vizinhança uma unidade econômica homogênea, visando o tipo de área em que aplicariam os seus capitais.
A classe emergente em seu gueto específico passou a gozar do status social oferecido pela moradia social, particular, separada da violência e da deselegância - já que criava os seus próprios códigos de conduta -, do resto economicamente, desigual. Por outro lado, os boulevards de 1860 ajudaram as lojas de departamento, atraindo clientes para este local da cidade (8).
Para além da forma, a arquitetura monumental como espelho da burguesia, ambicionou a formação de outros símbolos que encarnassem o progresso e o tipo ideal burguês.  Símbolos dotados de um modernismo inspirado nas transformações tecnológicas, científicas ou, ditas científicas, da época.
Em suma, a autoridade divina das catedrais medievais, o labirinto - símbolo da alma e traçado da maioria das cidades antigas, como observou SCHNEIDER (9), foi substituído por outro autoritarismo - o triunfal do Estado, na figura de seu representante terreno e temporal, o Imperador. A França era Paris. E ela seria imitada pelos quatro cantos do mundo. 

Todavia, como o dinamismo das sociedades não cabe numa arquitetura, logo se multiplicariam as reações. Os seus desdobramentos  serão o assunto para uma próxima oportunidade...

Notas

(1) SANTOS. Milton.Espaço e método. São Paulo: Nobel, 1992, p.01.
(2) Idem, p.01-02.
(3) MUNFORD. Lewis. A cidade na História. Rio de Janeiro: Martins Fontes, s/d, p.450 -465.
(4) Idem, p. 453.
      Laissez-faire é um termo empregado para designar a não intervenção do Estado nas atividades econômicas. No século XIX foi bastante utilizado nos círculos comerciais e industriais tendo sido introduzido na academia por John Stuart Mill, em 1848. Teria surgido na segunda metade o século XVII, no Journal Économique, em Paris, com o Marquês d'Argenson, que encarava o Laisses-faire como o principal fator de liberdade industrial. Os fisiocratas também utilizaram a expressão, acrescentando o Laisses-passer . Ver: AZEVEDO. Antonio Carlos do Amaral. Dicionário de Nomes, termos e conceitos históricos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990, p. 238.
(5) Blocos menores do que os nossos bairros.
(6) SENNETT. Richard, O declínio do homem público - as tiranias da intimidade. São Paulo: Cia das Letras, 1988, p.171.
(7) ORTIZ. Renato. In: Cultura e Modernidade. São Paulo: Brasiliense,1991, p. 214-216.
(8) SENNETT. Richard, op. cit., p. 181.
(9) SCHNEIDER. wolf. A história das cidades - de Babilônia à Brasília. São Paulo: Boa Leitura Editora, s/d, p.195.






E que Paris continue excepcionalmente LUZ, 
mesmo que a queiram tornar, apenas, luz...

domingo, 10 de julho de 2011

Reforma Urbana: estratégias espaciais como medida de homogeneização e controle - França, século XIX (1ª Parte)

 
Boulevard Montmartre,Tempo de Chuva, Tarde,1897, Pissarro ( detalhe).

"Muda-se a arquitetura e a sociedade a seguirá"
(Le Corbusier)

"(...) a cidade é um receptáculo especial, 
destinado  à armazenar e transmitir mensagens"

(Lewis Munford)

A partir do pressuposto de que a memória deve se materializar para existir (1) e se enraizar no espaço, integrando a vida cotidiana das pessoas que o habitam, pudemos nos servir da interpretação feita por OSEKI de um trecho da obra de H. Lefebvre. Nele temos a afirmação de que um modo de produção só pode ocorrer quando este engendra um espaço/tempo social que lhe seja correspondente. A realização plena do modo de produção depende, então, da reprodução de relações temporo-espaciais a ele pertinentes e duradouras(2). Na mesma linha, DAMIANI, analisando outra obra também Lefebvre (3), afirmou que falar em homogeneização é tentar fazer “tábua rasa” do que resiste e ameaça. Segundo a autora, o abstrato não é homogêneo, embora se busque tal situação como finalidade, como sentido, como objetivo. É a homogeneização que observamos nas entrelinhas do discurso de Le Corbusier, arquiteto que idealizou a estética da Arte Urbanística Moderna. Subverteram-se valores. A cidade deixou de ser receptáculo moldado pela coletividade, para ditar e moldar através de modelos preestabelecidos pela elite, o todo social.
Todavia, as representações não podem ser em sua totalidade destruídas: o planejamento é sempre uma intenção. Se cada mudança – fruto das novas determinações sociais daquele tempo específico -, tem seu efeito imediato sobre o espaço, não é possível a destruição completa da formas precedentes, no máximo, se as metamorfiza em suas finalidades, dando-lhes outro conteúdo simbólico. A essas formas remanescentes, o professor MILTON SANTOS chamou de “rugosidades”. Ocorre, então, uma mistura de formas novas e velhas, de estruturas criando outras formas mais adequadas a cumprirem as novas funções(4) Essa analise pode ser empregada, em teoria, às modificações ocorridas em Paris de 1853: da velha cidade muito ainda permaneceu e coexistiu com a monumental-planejada. As resistências, silenciadas através da força ideológica que se impôs, passou a ser externada por outras estratégias no que restou dos bairros operários isolados. É preciso observar, entretanto, que mesmo que a Reforma de Haussmann tenha desagregado a memória local, esta não desapareceu e a tradição co-habitou inserida em outro arranjo social(5).
A burguesia consolidada em seu poder, desde 1848, possuía pela cidade um misto de temor, fascínio e interesse. Nessa, se amontoavam multidões de operários contaminados por ideias generalizadas como anárquicas, junto a desamparados, desenraizados, etc (6).
Em meio a esse processo de transformação econômica, social, política e cultural, a população que permaneceu ou acabou de uma maneira ou outra, às margens dele, incomodava. Aliás, até a católica caritas(8), emblema feudal e paternalista, caíra em desuso, solapada sob a força da mentalidade vigente de uma seleção natural aplicada à(s) sociedade(s) Humana(s).
Foi no Segundo Império, sob o poder de Napoleão III que, conforme ORTIZ, a arquitetura regulamentada passou a seguir os padrões estéticos indicados pelos textos oficiais, como altura dos edifícios, fachadas, etc., do mesmo modo que artérias retilíneas cortaram e entrecruzaram o centro da capital, abertas em prol da rápida circulação de pessoas e de mercadorias. As ideias presentes nessa representação se exprimem no funcionalismo e no racionalismo: reflexos de uma mentalidade industrial(9). Esquadrinhar, arquitetar, gerir o espaço interno e disciplinar a população controlando-a detalhadamente, tomando desta a ação e o saber minucioso sobre a cidade, planejando e mapeando de acordo com os parâmetros capitalistas, traduzem o desejo do Barão Haussmann, prefeito do Departamento do Sena, em organizar o “corpo biológico” parisiense(10).

Continua na próxima postagem.

Notas

(1)ORTIZ. Renato.In: Cultura e Modernidade. São paulo: Brasiliense, 1991, p.215. O autor cita HALBWECHS.
(2)OSEKI. Jorge Hajime. O único e o homogêneo na produção do espaço. In: O retorn à dialética. São Paulo: Hucitec, 1996, p.109-119.
(3)LEFEBVRE.Henri. La produción de L'espace. Paris: Anthropos, 1996.
(4)SANTOS. Milton. Espaço e método. São Paulo: Nobel, 1992, p.51-60.
(5)ORTIZ. Renato. Op.cit. . 215-216.
(6)SENNETT. Richard. O Declínio do homem público – as tiranias da intimidade. São Paulo: Cia as Letras, 1988, p. 178.
(7)SCHNEIDER. WOLF. A História das cidades – de Babilônia à Brasília. São Paulo: Boa Leitura, s/d, .195.
(8)Síntese de uma antiga representação do Bom Governo, reúne valores do Cristianismo e fundamentos do poder legítimo. O rompimento dessa ordem viria com Maquiavel (séc. XVII) e sua negação da doutrina anterior. Maquiavel e Lúcifer foram equiparados: surgiu com ele uma afirmação do humano em oposição ao divino. Daí a sua demonização. Ver – ROMANO. Roberto. Conservadorismo Romântico – Origem do Totalitarismo. SP: Brasiliense, p.12-14.
(9)ORTIZ. Renato. Op. Cit., p 212-213.
(10)Ibidem, p.20. Racionalismo, Funcionalismo, etc., todas as expressões representam um amálgama da forma conceitual desse “corpo biológico”, cujo conteúdo, readaptados os elementos, têm em comum uma mecânica social, a mesma que regeria as Ciências Naturais – a seleção natural.

Agradecemos o carinho de nossos amigos: Parabéns  muito sucesso!

sábado, 2 de julho de 2011

Choros, Chorinhos e Chorões... Uma “baixaria” que vale ouro para a MPB. ( 1ª Parte)

 Fênix Cruz ( desenho: "Festa no Céu",

Os estudiosos desse gênero musical dos fins do século XIX o definem como sendo: “choro – baile, musicata. Concerto de flauta, violão e cavaquinho. Música improvisada (Pederneiras).E segundo as fontes, este foi mesmo o início...

Surgiu no seio da gente da classe baixa e média, nos quintais dos subúrbios do Rio de Janeiro (Mozart Mello). No início das décadas de 20, o Choro - popularmente chamado de Chorinho -, era apenas uma forma de tocar gêneros musicais europeus como o Maxixe, a Polca, a Mazurca, e o africano Lundu, improvisando-se sobre tais estilos. Foi a forma de interpretá-lo – carregada de sentimentos alegres , porém, chorosos -, que ironicamente lhe atribuiu o nome e, aos seus seguidores, o título de Chorões.

Joaquim Antonio Callado, flautista carioca, é considerado o primeiro a compor o tipo de música que marca o início das composições que hoje são consideradas Choro, conforme alguns autores.

Após 1880, os pequenos “conjuntos de Choro” passaram a acompanhar cantores em modinhas cada vez mais populares e deixaram de ser apenas instrumental como na fase anterior. A assimilação das influências estrangeiras deram origem ao gênero abrasileirado. Por volta de 1920, outro grande nome passou a ser conhecido, Alfredo da Rocha Vianna Filho, ou Pixinguinha. Ele ajudou na tarefa de reinterpretar na forma brasileira os estilos estrangeiros, inclusive, ao da nova música norte – americana que ganhava espaço no Brasil. Foi no seu grupo – o dos Oito Batutas -, que nas décadas de 40, Tute, um dos integrantes, criou o violão de sete cordas e as baixarias. Essas são frases de contraponto, geralmente em escala descendente, tiradas das cordas graves: daí a “baixaria”. Com o tempo, o Choro ganhou letra e passou a ser cantado sob o título de samba-choro. Novos instrumentos passaram a compor os conjuntos, tais como o bandolim, o acordeon, o pandeiro e outros, de percussão.

Sobre as regionais do Choro vale transcrever:

“A primeira transmissão radiofônica no Brasil ocorreu em 07 de setembro de 1922, durante as comemorações do Centenário da Independência. Em meio às festividades, discursos do Presidente da República Arthur Bernardes e a transmissão da opera "O Guarani", se apresentaram, recém chegados de Paris, Pixinguinha e os Oito Batutas. Essa presença pioneira marcou o início de uma parceria que, nos trinta anos seguintes, seria um elemento fundamental para o desenvolvimento da música popular no Brasil: os regionais e o rádio (Sérgio Prata).”

... A evolução do trio, como salienta o mesmo autor, resultou nos Conjuntos Regionais.Talvez, por causa das caracterizações folclóricas peculiares de cada um.

No início da radiofonia brasileira, os Conjuntos Regionais tiveram muita importância, pois possuíam os seus membros grande versatilidade no acompanhamento dos calouros e não precisavam de arranjos escritos.

No pôs guerra o Choro sofreu a concorrência comercial internacional feita pelas poderosas gravadoras norte-americanas, porém, mesmo sem todo o glamour anterior, permanece firme e forte até hoje, nos muitos Clubes do Choro distribuídos pelo Brasil...

Compositores e intérpretes:

Pixinguinha:

*compositor, maestro, arranjador, instrumentista;

*entre os instrumentos, tocava a flauta e, mais tarde, o saxofone;

*compôs valsas, sambas e outros gêneros musicais, além do já sabido Choro;

*tocou no conjunto “Oito Batutas”;

*faleceu aos 74 anos, em 1973.

Algumas músicas: Carinhoso; Mundo melhor; Rosa; Samba do Urubu; Lamentos;etc.

Jacob do Bandolim:

*autodidata com grande conhecimento musical; compositor e arranjador; pesquisador da Música Popular Brasileira e fotógrafo premiado – o ARQUIVO DO JACOB foi incorporado ao MIS/RJ, em 1974;

* bandolinista – gostava de tocar de forma “tremula” -, imitando a “guitarra” portuguesa;

* gravou 52 discos ( 78 rpm) e 12 Lps, além de participar de discos de outros músicos e Coletâneas;

* gravou como solista, em 1947, o seu primeiro disco; em 1949 foi contratado pela RCA Victor;

* a fim de depender menos das gravadoras prestou concurso para escrevente da Justiça do Rio de Janeiro e, dividia o seu tempo entre o Tribunal e a música;

*de 51 a 60 foi acompanhado pela Regional do Canhoto e por Orquestras;

* em 1055 foi contratado pela TV Record para participar do “Noite dos Choristas”, apresentado por Blota Jr;

* foi em 1966 que formou o conjunto Época de Ouro 
(composto por Dino 7 Cordas, César Faria e Carlos Leite (violões), Jonas Silva (cavaquinho) e Gilberto D’Ávila (pandeiro) – sendo que César e Carlinhos, também eram funcionários públicos;

* faleceu em 13 de agosto de 1969.

Algumas músicas: A ginga do Mané; Aguenta Seu Fulgêncio; Alvorada;Assanhado; Biruta; Treme – treme; Nosso Romance;etc.

2ª Parte: ( aguardar...)

Ernesto Nazareth; Luperce Miranda; Altamiro Carrilho; Benedito Lacerda; Chiquinha Gonzaga;Waldyr Azevedo; Heitor Villa-Lobos.

Visitem as Fontes e procurem as obras:

Baseado nos encartes: Vinil Choro - história da MPB - Abril Cultural,83;

Chorada, Chorões, Chorinhos, projeto da CIS,1976.

http://pt.shvoong.com/

http://www.samba-choro.com.br/s-c/pixinguinha.html

http://www.musicapopular.org/

http://www.jacobdobandolim.com.br/jacob/compedit.php?id=1

http://www.bandolim.net/bibliografia

http://www.musicapopular.org/altamiro-carrilho/

http://www.altamirocarrilho.com.br/boxpoesiadosopro.htm

http://www.biscoitofino.com.br/bf/art_cada.php?id=258

http://www.miniweb.com.br/Cidadania/Personalidades/nazareth.html

http://rodadechoro.blogspot.com/2006/02/aqui-vai-uma-pequena-biografia-de.html

http://www.secrel.com.br/elismar/artchoro/histchoro.htm

http://www.bhchoro.com.br/historiaetrajetoria.html

http://www.redetec.org.br/inventabrasil/violset.htm

http://www.samba-choro.com.br/fotos/porexposicao/exposicao?exposicao_id=1

Grata a todos os sites pelas valiosas informações. Fênix Cruz.


Samba ou Choro?

(Letra s/melodia)

( todos)

Quem prefere um sambinha

Tira o salto e põe Cartola

Traz o Paulinho com a viola

Feito a Clara vai dançar!

E que os Demônios

Carreguem a garoa!

E tragam a gula boa:

Muita massa pra inspirar!

1ª voz

Só sei que o Adoniram

É quem dá o tom da prosa,

Vou dar Breque...

Vou na Bossa! ( 3ª voz)

Vai é nada – vai bambear! ( 2ª voz - falada)

(Todos)

Quem prefere um Chorinho,

Monta um palco e duela notas!

Pixinga baixinho...

Nos graves das cordas...

Pixinga menino!

Xi! Cadê o Noel com a Rosa? (2ª voz - falada)
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