"(...) -Como eu gosto de você?

Eu gosto de você do jeito que você se gosta".

O Mundo no Engenho... e o ENGENHO do Mundo

domingo, 26 de setembro de 2010

Delírio

Imagem - fonte: 
Imagine a metade saudade
Caçando a outra metade
Sob mira certeira...
Superando obstáculos
Num belo espetáculo:
Idealizando a IMAGEM inteira!

Quem pensa demais vive o martírio
De relegar o AMOR ao exílio.
Alegria e ondas de fúria, sinto,
Tamanha é a força desta manhã:
Não me encontro mais do que instintos -
Adão redescobrindo a maçã!

VOCÊ - Poesia e minha Heresia -,
Fez de mim o que eu não queria.
Sigo o seu rastro enebriante todas as noites,
Vago, pela mesma calçada onde pisa,
Seu perfume me vem como a brisa
Adocicada... Dama da Noite.

Perdoe-me e acuda!
Descreio da sorte no realejo...
E se lhe cortejo,
É porque não tenho CURA:
Meu delírio são minhas juras -
Por hora, mudas...

Oxalá, que eu encontre bravura.
Abandone as sombras,
Oferte mais do que ternura...
Nessa amizade que me assombra,
Meu coração enlaçado ao seu, deixo:
Só desejo o ensejo de um beijo!


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Majestade.

Fotos: Fênix, "coração de bicho", s/d.

Ao amanhecer, partiu.
Tornou-se lembrança.
Seguiu,
Sempre Majestade,
Parceiro que deixa saudade
E exemplos de confiança.


Fotos: Fênix, "Amigos", s/d.

Se existe um Paraíso,
Que ele seja a sua nova morada.
O lugar preciso?
Junto à criançada
A brincar...
Continuar sendo amado e amar.

Fotos: Fênix, "Majestade", s/d.

Desconheço o coração dos bichos.
Penso nos olhos fixos.
E, no brilho da felicidade
Nas reações amigas -
Que agora, são como fotos antigas...
Só então, compreendo o que é fidelidade.

Fotos: Fênix, "O toque", s/d.

Valeu a passagem " ligeira",
Mesmo, que a dor nos atinja tão brusca...
A resposta é uma dolorosa busca
E o sofrimento o mensageiro
Que antecipa a despedida:
Deus nos conforta com seu remédio na justa medida.

**********

Ao cão mais charmoso que nós conhecemos, o nosso adeus.

sábado, 11 de setembro de 2010

Vertigens.

Desenho / edição: "A Alma das Coisas",2010 - FC.

O que há de mim em cada Letra?
Nos rabiscos que compõem a paisagem?
O que há em mim de real?
Serei, mesmo, mera miragem?

Corpo de luz - 
Porto das sombras?
Lua Negra
A bailar sobre as ondas?

Poema dum só verso?
Dilema que imprime
Temor inconfesso?

O que há de mim na barra
Onde renasce o dia?
Nos rubros raios que se espraiam
Ao cair da noite?
O que me fere pior do que o açoite?

São as Metamorfoses do Mal...

Apagam as letras;
Diluem as tintas;
Tornam pobre toda rima.

E meus esforços para exorcizar a tristeza
Se esvaem, na certeza
Do inconstante:
Vertigem paralisante.

domingo, 5 de setembro de 2010

Confissões

Foto: Flor de Maio, 2010.

Não me encanta plantar pixels.
O meu verde não se nomeia em padrões alfa-numéricos:
Respira, transpira, aspira
Como tudo que é mortal.


Os meus bichos não têm as feições da pelúcia.
Sobrevivem por sorte
Ou, por astúcia -
Quando não são cifras.



Hei de colher mais do que frutas padronizadas.
De semear boas gargalhadas.
Abraçar... falar menos "Alo" -
Não mimetizar robôs.


Hei de pouco apertar botões
Ou, me deixar ser comandada por eles...
De não me negar as vezes de afundar os dedos na terra,
Para crescer sempre como a Hera: reencontrando raízes!


Não me espanta o contorno da crise -
Suas escapadas pelas telas mágicas -,
Mas, a reincidência com consciência
Que lhe imprime a marca... Perene solidão!

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