"(...) -Como eu gosto de você?

Eu gosto de você do jeito que você se gosta".

O Mundo no Engenho... e o ENGENHO do Mundo

sábado, 26 de setembro de 2009

Macunalice no Reino dos devotos secretos... Saga II

... E quatro meses se passaram sem que nossa heroína conseguisse entrar novamente no barco da economia... Com o seu típico mau-humor, cada vez pior, pegou o último Jornal que poderia comprar naquele mês, antes de receber, também, a última parcela do seguro "Calçada" , e foi ser a 500ª de uma fila para 10 vagas...Todavia, tinha no peito uma ponta de esperança após ter atingido a 4ª das cinco fases da seleção - afinal, restavam agora só 100... Enquanto treinava as frases corretas para a entrevista e se esforçava em encenar carinhas mais simpáticas e solícitas... ( ... Coisa difícil para quem estava esperando há três horas e meia sem café da manhã e sem dinheiro para o lanche... Até aí... Com a fome ela estava acostumando... Mas, outras coisas "lembrar" era para azedar o dia... )
... E viva a sabedoria popular... Nessa, noutra galáxia - em qualquer lugar... Veja Saga I - ( agosto ) http://fenixcruzengenholiterarte.blogspot.com/2009/08/numa-galaxia-muito-distante-num-reino.html

domingo, 20 de setembro de 2009

"O primeiro entendimento deve ser o do ESPAÇO... Os demais virão em decorrência dele."

A Pena Mágica e o Portal das Fantasias. O Espírito do(s) Tempo(s). Fênix Cruz...

El Pajaro : Galaxias colliding triple - http://hubblesite.org/newscenter/archive/releases/2000/34

( http://atireugram.blogspot.com/2008/01/el-pajaro-galaxias-colliding-triple.html )

Cheia de LUZ ( Vietnã. Zona Sul/SP - Fênix Cruz )
Palácio Flutuante. ( foto Fênix, 2008 - Museu da Justiça-SP) ... No primeiro olhar, você ENTENDEU o ESPAÇO?

domingo, 6 de setembro de 2009

Elifas Andreato: Um homem por INTEIRO.

Desenho: "Andreato" ... As partes e o Todo.
De Fênix Cruz.
“É mais fácil construir crianças fortes do que consertar homens quebrados”1.
Há alguns anos os chamados Lps ( Long Play ) eram caros e tomavam um grande volume nas prateleiras das lojas e das casas. Porém, ao longo de sua curta existência, podemos afirmar que muitos se tornaram uma verdadeira obra de arte. Outros traziam no seu encarte informações preciosas a respeito de gêneros musicais, artistas, instrumentistas, orquestras, etc., tal como os já citados na matéria “ Choros, Chorinhos e Chorões”, deste nosso blogue. Com a chegada das novas mídias e de seus suportes, o velho vinil2 foi sendo banido gradativamente desses ambientes e, diante de tantas alegações para o seu desuso foi quase demonizado3. Muita gente aposentou o toca-discos e se apressou em substituir os discos por CDs carregados de promessas de infalibilidade: não riscam ( porque não precisam de agulhas...), o som é melhor e mais puro ( porque não têm atrito mecânico...), cabem muito mais músicas e ocupam menos espaço, além de serem bem mais versáteis na hora do transporte... De todas as alegações, talvez, apenas as duas últimas tenham se confirmado. Pode ser saudosismo, mas em relação a qualidade do som entre o analógico e o digital4, muitos ainda concordam que com “chiado” e tudo, o “bolachão” vence a parada com sucesso... Temos que admitir que a qualidade de certos CDs deixa muito a desejar... E, não se preocupem: aqui ninguém fala de CDs de camelôs! É o legal, mesmo. Mas, barateamento tem lá o seu outro preço... Lembro-me que nessa “passagem” ganhei uma caixa de Lps que jamais poderia comprar. Depois, quando os sebos passaram a comercializá-los, as pessoas vendiam tudo por pouco, não doavam mais5. Para nossa sorte, os discos estão nos sebos a preços razoavelmente acessíveis e, é possível, garimpando bastante, encontrarmos obras perfeitas. Hoje, compramos o CD e não sei explicar porque que mesmo sendo, algumas vezes, a capa uma cópia da antiga, não conseguimos ver com o mesmo encanto toda a beleza do trabalho original. Alguns chegam a ser difíceis de ler o nome dos compositores/instrumentistas ou têm informações pela metade, ou nem têm... Eu já me debati para encontrar, por exemplo, o ano da produção de certo CD, o que particularmente sei que é importante por marcar época. Frente a este impasse informativo ( “Disco também é Cultura” ), comprei um toca discos e voltei a namorar esse velho senhor bem mais sedutor. E foi exatamente numa dessas incursões pela Liberdade/Saúde, que lembrei de um artista plástico excepcional – Elifas Andreato. Quando mais moça eu costumava ir à caça das capas magníficas feitas por esse artista, que por sua vez, teve o privilégio ( por seu talento...) de trabalhar para alguns gênios da Música Popular Brasileira. Elifas nasceu em Rolândia, no Paraná, de onde saiu com um pouco mais de 12 anos. Não teve instrução formal. Venceu graças a seu evidente talento somado à sua capacidade de contornar as adversidades. Como sabemos, não desistiu de seus sonhos – algo que por aqui – louvamos intensamente... Aliás, lembrando “ palavra que não abre porta é letra morta”... Apaixonado pela MPB, ele imprimiu na Coleção História da MPB – da Abril ( e demais trabalhos ... ) -, um tom revolucionário onde traduziu a alma de cada um dos retratados em cores e traços marcantes... Foi um grande exemplo em minha vida como na de outras tantas pessoas que, talvez, como eu, ficavam horas admirando as minúcias para depois rabiscá-las numa folha e descobrir que é preciso mais do que “saber” desenhar... É preciso aprender a dizer por meio de luzes e sombras... Homem perspicaz, mostrou inteligência e destreza em seu projeto ALMANAQUE BRASIL DA CULTURA POPULAR6. Resgatou da história popular essa publicação7 que tratava de uma miscelânea de assuntos e que teve grande importância, ditando modos e modas. O Almanaque Brasil é um primor de “A” a “Z”. Com tantas publicações superficiais e de perfumaria no mercado editorial ( e que nada tenho contra, algumas compro, inclusive...), ele trás não só “curiosidades” - como a primeira vista pode se pensar -, mas fatos que indicam a origem de diversos outros, que hoje, conhecemos desarticulados. O “insight” é nosso, é certo, mas é para isso que serve a cultura, para fazer pensar, ligar, identificar...Acumular e repassar! Se você sabe que o povo fala e não sabe porque fala – o Almanaque explica... Saudações a Elifas por um trabalho tão árduo que é tentar manter viva a Memória do povo do Brasil. Saudações a todos os meninos e meninas do nosso país que anônimos no leito das inúmeras misérias que nos assolam, traçam cores e formas no chão, no papel de pão, na folha suja achada no meio do lixo, no muro, debaixo da ponte, num desenho imaginário no céu... Que possam ter dentro de si a mesma ousadia de acreditar e, que nesse trajeto, encontrem uma mão para apoiar, para que também possam vir a ser seres INTEIROS! Bem, quanto ao desenho acima, vamos fazer um exercício imaginativo para tentar ver o Elifas retratado... Quem nunca o viu terá mais facilidades... Aqui vão algumas capas. Quem tiver outras, pode mandar pelo e-mail fenixcruengenho@gmail.com que teremos o maior prazer em publicá-las! Ah, detalhe importante: vamos lembrar que, naqueles tempos, as tecnologias não eram tão generosas como são hoje ( Ainda bem que eu uso o Gimp!!!) ... 
 










A - Maravilha de Cenário - RCA Victor - 1975;











B - Por ordem: Maravilha de Cenário; Rosa do Povo ( RCA Victor - 1976); Pelo Telefone ( RCA Victor - 1973);

 









 C - Rosa do Povo;

 
















D - Um Pouco de Ilusão - Toquinho e Vinícius - Ariola - 1980




Notas:

1 - Infelizmente, não me recordo de qual publicação tirei a frase de Andreato. Faz muito tempo e encantei! Na época eu a guardei num disquete que, acidentalmente, essa semana abri: que coisa - encantei de novo!!!
2 -O Disco de vinil é uma mídia desenvolvida no início da década de 50 para a reprodução musical. Substituiu o disco de goma laca. É feito de um material plástico popularmente chamado de vinil, normalmente PVC ( 43% de Eteno derivado do petróleo e 57% de Cloro ), que dependendo das substâncias e suas quantidades, permite maior flexibilidade ou rigidez ao material. Com este, fabrica-se outros produtos, dentre os quais, brinquedos. Com o Compact Disc no final de 80 ficaram obsoletos. Veja, também, as fontes indicadas, em especial a Wikipédia.
3 - "Trambolho”... Coisa de gente “velha”... “Assassino” do Meio Ambiente ( ...e só ele? )... Foram alguns adjetivos que ouvi na época...
4 - Tecnicamente, dizem os especialistas no assunto, as gravações em meio digital cortam as freqüências sonoras mais altas e mais baixas, eliminando a naturalidade e a espacialidade do som. A respeito, leiam Museunostalgia.
5 - ... Sem falar nos que foram direto e reto para o LIXO.
6 - Link que colocamos ao final da barra lateral por recomendarmos uma visita ( sem autorização – mas por uma boa causa! Esclarecendo ainda que não temos nenhuma ligação com a empresa, sequer com alguém que nela trabalhe. É por gostarmos, mesmo!
7 - O antigo Almanaque. Um exemplo, o Almanaque Fontoura.
Visite as fontes de pesquisa:
http://www.creationbrindes.com.br/vinil_01.htm http://pt.wikipedia.org/wiki/PVC http://pt.wikipedia.org/wiki/Disco_de_vinil http://members.fortunecity.com/museunostalgiahp/tecnologia00.html http://www.megaartesanal.com.br/ http://www.consciencia.net/2003/12/12elifas http://www.andreato.com.br http://www.almanaquebrasil.com.br
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