"(...) -Como eu gosto de você?

Eu gosto de você do jeito que você se gosta".

O Mundo no Engenho... e o ENGENHO do Mundo

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O Colo

 Foto: Mulher

Estrela feminina...


Meu céu está em seu solo:


Mina fonte inesgotável


Por entre os seios!


São seus raios, brandos,


Que confortam o meu pranto -


Dissipam num só toque -,


Todos os receios!


Aquece, tal coroa solar!


O eclípse que vivo


Só a faz destacar...


É silêncio profundo no Cosmos...


Imagem da Arte de Deus!


O seu colo -.


Onde me isolo


E descanso apaixonado como um semi-deus...



(26/07,02h53)

Fênix Cruz

Travessia (s)

Se a sua noite é escura É porque o seu universo é finito, E nada do que eu tenha dito Irá lhe resgatar da solidão... Palavra falada: palavra perdida... Palavra que não abre portas Por mais que bendita, é letra morta: Não guardo a chave de seu coração... Minha linguagem não é secreta... E oferta o tom da emoção: Clareia o entendimento daquele que se abre a ler o mundo Nas entrelinhas e, não carece de tradução... Travessia. Tavessias... Não se nasce sem DOR! Todavia, nenhum sacrifício VALE pelo valor! ...E quando o Sol se pôr e você suspirar de monotonia... Palavra falada: palavra perdida... Até que me compreenda, PASSEI pela sua VIDA: Devo enfrentar, mais uma TRAVESSIA... 2009 Fênix Cruz ( desenho: Gaivota)

sábado, 18 de julho de 2009

Do outro lado da tela

Desenho Fênix: Espíritos protetores ( A Pena Mágica e o Portal das Fantasias )
Do outro lado da Tela...
E foi por causa daquele desenho - que despertou algo tão bom em minha lembrança -, que senti saudades dela. Lembrei de seu sorriso, de suas brincadeiras de adolescente, seus olhos tão cheios de luz. Quando procurei o seu nome na caixa que guardo minhas velhas tralhas de formatura e encontrei, foi uma felicidade ter a possibilidade de revê-la. Foram dez anos. E eramos tão amigos no colégio! Então, logo pensei na internet resolvendo o meu pequeno problema. Procurei Samya, a tão doce "Mya", e sem muitos esforços a encontrei. Deixei uma solicitação de amizade em seu orkut. Quase uma semana depois ela me adicionou. Vibrei! Como ela estaria dez anos depois? Meus instintos de homem criaram infinitas hipóteses e, na pior delas, pelo menos até aquele momento, se "Mya" estivesse gorda e feia valeria dizer Oi e Adeus... Você sabe, alias, qualquer um sabe como nós homens somos tão "visuais"... De resto, nada me parecia ser pior... No primeiro dia que a procurei não havia foto. Depois, lá ela estava... tão magnifica!
(...) Eu nunca poderia imaginar que aqueles dias e semanas tão mágicos se tornariam... bem... tenho até medo de contar! Fico arrepiado só em... ah! Se eu soubesse o que me aguardava do outro lado daquela tela...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

URBS, fins do século XX

desenho de Fênix: Chaplin
Somos assim desse jeito Porque temos MEDO. MEDO de estender as MÃOS, MÃOS que desconfiadas Se retraem desdenhosas Quando da evidência do contato. Passos largos denunciam a nossa PRESSA. PRESSA em viver a SEMANA, SEMANA que nos mata em doses lentas... Trajetos longos; Trens sucateados; Ônibus lotados; Metrôs ... ROTINAS... ROTINAS comercializadas Que reforçam a aceitação do stresse... As placas dos automóveis sugestivas, distraem: Cubatão (SP); Santos Dumont (MG); Curitiba (Pr)... Intoxicados pela fumaça, Bombardeados pelos out-doors, Somos assim, desse jeito, Porque o asfalto MOVEDIÇO, MOVEDIÇO dá conta de nosso PARADEIRO - PARADEIRO sigiloso -, No seio do anonimato urbano. Dimensões comercializadas... Horizontal; vertical; virtual? Meu espaço será o do aço? Será material? E somos assim, desse jeito, MARAVILHADOS... MARAVILHADOS mais com os meios Do que com as MENSAGENS... MENSAGENS reduzidas, Escassas como a fala em nossas vidas. E, domesticados pelo que não temos, QUEREMOS! QUEREMOS porque tudo nos seduz a outro CRER. CRER que ter é poder... A poética não é mais tão inocente: Corrompemos as letras e as artes Em prol da produção... E ai, somos assim, seres ALUCINADOS, ALUCINADOS entre preços humanos e de MERCADORIAS, MERCADORIAS que garantem(?) humanos seguros... Somos o REAL de uma história a conceituar: Contemporânea... Moderna... Pôs Moderna... Somos de fato, aqueles que, depois de tudo, não terão nada, ou quase nada, a contar... (SP, 1995) *************************************** " Quando abandonamos o jardim são as ervas daninhas que se reproduzem minando o desenvolvimento das flores: quem sabe, sabe, quem não sabe, desqualifica... Resolva... Essa é a oportunidade dos vivos... Você vai assumir o seu lugar fazendo do seu trabalho a sua maior defesa ou, você vai ficar por aqui, deixando que outros ocupem mal, o espaço que é por excelência seu?" ( O retrato )

quinta-feira, 9 de julho de 2009

MILTON SANTOS: a face humana de um gênio imortal

O professor Milton Santos sempre provocou muitas polêmicas. E como todo gênio despertou simpatias e antipatias de bastidores, sem meio-termo. Isto porque falava com todas as letras o que pensava, defendendo com argumentos bem fundamentados, desconsertando com sua língua e humor apimentados, apurados por uma vasta experiência de vida. Nada fácil, por sinal, a começar pelo exílio. Da obra muitos sabem - ou dizem que sabe -, mas, aqui, nossa homenagem é para o homem mortal que, humilde, mesmo depois de títulos e prêmios, pensou na humanidade sem rotulações, partidarizações, classificações... Divisões, enfim. E presenteou a Geografia com sua obra e presença deixando com a sua partida muitas saudades e um imenso vazio. Como este é o blog da vivência e não da Ciência, devo dizer que me resta na lembrança (1994) a imagem da pessoa que caminhava pela GEO/USP com os olhos brilhando de fé. Fé nos jovens. Fé no futuro. Fé que, com a contribuição de todos, tudo poderia mudar. E hoje, temos suas obras, mas estamos carentes de sua fé... E é isso que o torna insubstituível... Influências: além da Geografia, o professor influenciou/inspirou inúmeras outras áreas do conhecimento, sendo importante destacar o teatro: "Arte contra a barbárie" ( Grupos: Tapa; Folias d'Arte e Companhia do Latão, 1999 ). Foi, segundo o Jornal da APEOESP, referência para o espetáculo "Vozes Dissonantes", da atriz e diretora Denise Stoklos. Fonte:Jornal da APEOESP (agosto/setembro/2001). Veja: http://www.artes.com/reflexoes/ref39.htm; http://www.artes.com/reflexoes/ref9.htm. foto: Google Imagens/desenho:Fênix



"A beleza nada mais é do que um jogo de LUZ e SOMBRAS. Você destaca... Oculta... Compõe um retrato...Se engana. E ama, mesmo que idealizado."


(O Retrato)
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